Salve salve,
Depois de ilustrar um tanto, volto as letras.
Estou ca em Bariloche agora, parto para Rio Gallegos hoje, as 5 da tarde. Chego la amanha, as 23h da noite. Vou fazer uma "conexao" em Comodoro Rivadavia, onde chego amanha as 8 da manha e saio as 11 da manha. Vai ser cansativo... Mas, como tenho dito, a paisagem ajuda. Muito. Mas é frio.
Cheguei em Bariloche dois dias atras, no dia 5, pela tarde. Fiquei na parada esperando o onibus que me levaria a cidade. Depois de 20 minutos esperando, resolvi que ia caminhando em direcao a cidade ate que aparecesse o onibus. Bom, ele apareceu quando eu ja estava na metade do caminho, de modo que eu decidi continuar andando mesmo. E tava frio...!
O que nao é muita novidade é que Bariloche é, e é mesmo, frio. De dia nem tanto.... faz la seus 6 ou 7 graus. Mas de noite.... putz grila. Hoje fez 3 abaixo de zero. Ainda nao esta nevando na cidade, mas o "barilochenhos" dizem que essa semana a outra comeca. Como eu estou indo mais ao sul agora, bem mais ao sul, na verdade, sem duvida vou virar Picole. Mas tem bronca nao. hehe Mas que é frio.... isso é.
Bom, vim andando ate o hostal que eu vi no guia, o Ruca Hueney. Bem simpatico, pertinho do centro... Gostei. Estou num dormitorio com mais 7 camas, apenas 4 ocupadas. Dentro do hostal é quentinho.... mas fora.... é frio.
No mesmo dia, dei uma boa caminhada pelo centro para conhecer e planejar o que eu iria fazer no dia seguinte. De noitinha, FRIO PRA CARAMBA, voltei para o hostel. Passei antes no supermercado, pra comprar um spaghetti e uma latinha de molho. Barato, rapido, facil e bom. Bom... esse é quente.
Ao chegar no hostel, descobri que a turma tava preparando uma "pizza party", entao resolvi deixar o spaghetti para o dia seguinte.
Turma simpatica que ta no albergue. Aron (americano da california), Giulia (Italiana de nao sei onde), Leo e outro cara que esqueci o nome, ambos de Buenos Aires, e mais um peruano que é meio doidao, fica isolado.
A festinha de Pizza foi bem legal, regada a vinho e boa conversa. Bom.
Dia seguinte acordei e passei umas bom tempo caminhando na cidade e na beira do lago. Fui, em seguida, pegar o teleferico para o Cerro Otto, onde passei a tarde. Fiz duas trilhas, tirei fotos, conheci gente.... Bem legal. E é frio também.
Hoje, acordei cedissimo, por volta das 5 da manha, e sai com o Aron e o Leo até um Refugio (tipo cabana pra quem faz trilhas), que fica numa montanha ao lado do lago. Detalhe que eu nao havia me dado conta.... so amanhece as 8 e meia da manha. dai que caminhamos umas boas horas no escuro, e chegamos la quando tava amanhecendo. Umas 10 e meia da manha estavamos de volta. Ou talvez ate um pouco antes.... a volta foi bem mais curta. E tava frio pra caramba. Tanto na ida como na volta. Frio. Muito frio.
Hoje de manha comprei uns acessorios adicionais para.... o frio. Ceroula, gorro, e um pullover adicional.
Bom, estou ca no Hostal agora, comi uma besteirinha e ja ja vou pra rodoviaria.
E.... tá frio.
lunes, 7 de mayo de 2007
domingo, 6 de mayo de 2007
viernes, 4 de mayo de 2007
Santiago - Valparaiso/Vina del Mar - Santiago - Mendoza
Salve salve!
Mais um bom periodo sem escrever um post longo... Tao grande que eu nao tenho como me lembrar dos primeiros dias em detalhes.
Bom, passei praticamente uma semana em Santiago, até o dia 1. Nesse tempo, fui ate Valparaiso e Vina del Mar, que, sinceramente, nao achei grande coisa. Lugar bonito... Ver o pacifico foi legal... mas nada de extraordinario nao. Com excecao dos mariscos que comi, bons demais.
Nessa semana em Santiago, andei pra cima e pra baixo em tudo quanto é canto da cidade. Dos pontos turisticos mais famosos e tradicionais como o Cerro San Cristobal ou o Santa Lucia, a um bar-sinuca muito "underground", alternativo.
Um dos pontos altos foi a turma do albergue. Alem do americano e do italiano que ja mencionei no post anterior, durante a semana chegou um polones chamado Jacek, que ja visitou 44 paises. Tinha muita coisa pra contar.
Enfim... depois conto Santiago em mais detalhes.. foi show de bola.
Sai de la no dia 1 de maio em direcao a mendoza. Tava CHEIO de protestos na rua.... movimentos operarios, sindicais... tive uma grande aventura indo pra rodoviaria.... essa eu conto no final da viagem.
Bom, a viagem para Mendoza, do lado argentino, durou 7 horas. Havia um bocado de neve na estrada, ja que ela corta o Aconcagua, montanha mais alta do mundo fora da Asia. Chato eh que a diaba da Alfandega fica la em cima, entao voce tem que descer do quentinho do onibus pra ir pro gelo que fica do lado de fora, e passar bons 50 minutos numa fila, paradao. E ainda tem que aturar bestas que ficam furando fila pra poder voltar pro quentinho mais rapido.
Cheguei em Mendoza por volta das 9 da noite, aqui eh uma hora a mais que no Chile. Mesmo horario que no Brasil. Estava com desejo de Pizza. Vontade tremenda. Que sorte... pizzaria na Rodoviaria. Cheguei la, consultei o cardapio, havia: Pizza Mussarela, 10 pesos. 10 pesos sao uns 7 reais.... Imaginei que era uma pizza individual. Que engano.... a pizza era gigante. Devia ter uns 2 palmos de raio. Passei 1 hora e meia comendo a dita cuja. A Argentina é bem barata. Nao mais do que a Bolivia... mas voce pode sobreviver BEM aqui com pouca grana.
Estou em Mendoza há 3 dias. Decidi, ao chegar aqui, que iria gastar um pouco do que eu economizei nesse mes de viagem. Tava ha quase 1 mes comendo mal.... Na bolivia porque come-se mal de todo jeito, no Peru porque eu tava adoentado, e no Chile porque era caro mesmo.
Fiquei em um albergue tipo dormitorio, com mais 5 pessoas no quarto. Quer dizer, quando eu cheguei so haviam 3. Um tcheco, Radek, e dois austriacos, Chris e Martin.
Dia seguinte, meu primeiro solzinho em Mendoza. Temperatura agradavel essa epoca do ano. Parece que no verao eh bem quente ate. Apos o cafe, os 3 europeus e eu fomos ate o quiosque de informacoes turisticas, perguntar sobre a melhor forma de visitarmos as vinicolas, bodegas... enfim.
O tal do Radek é uma verdadeira figura. No caminho para o balcao de informacoes, havia uma garota da Sprite num quiosque de uma promocao. A garota era realmente linda. O Radek faz questao de parar, passa 15 minutos perguntando sobre a promocao da Sprite, preenche uns 5 papeis diferentes da promocao, pede pra tirar uma foto com a garota (argentina), e consegue o telefone dela.
Fomos ate o balcao, e descobrimos as linhas de onibus que tinhamos que pegar. O tour por uma agencia custava 80 pesos. Pagamos 1,40. E 1,40 pra voltar.
Subimos no tal onibus e fomos em direcao a Maipu, uma regiao de vinicolas. Saltamos na zona rural, perto dos vinhos, e fomos atras de bicicletas pra alugar. 20 pesos? Nao negocia? Muito caro. Fomos a pe mesmo. Apos visitar 3 vinicolas, com pequena degustacao, ja era cerca de 13h da tarde. estavamos com fome e comecamos a procurar uma bodega familiar, ou algo parecido, que tivesse almoco. Encontramos EXATAMENTE o que procuravamos. Parecia uma casa o lugar, exceto, naturalmente, pelas mesinhas que estavam distribuidas em todos os comodos. Achamos que talvez fosse um lugar muito caro.... Perguntamos ao dono da casa, que ficava no primeiro comodo recebendo os clientes. Que eram escassos, na verdade. 20 pesos. Certo... 20 pesos pra que? Parrilada (carnes argentinas, tipo churrasco), vinho, salada e empanadas. Tudo livre. Como assim, livre? Sim.... podiamos comer e beber quanto quisessemos. Por 20 pesos. 14 reais.
Bom... saimos do "almoco" as 5 horas da tarde, pegamos o onibus e voltamos pra Mendoza. Quando saltamos, ainda tinhamos que andar umas 10 quadras, ate o hotel. Depois de o Radek parar umas 10 vezes pra cumprimentar e conversar cada argentina espetacular que passava, chegamos. Alias, na argentina voce encontra a cada 25 metros a mulher da sua vida. Preciso me mudar pra ca. Uma delas me convenceu em 30 segundos que Maradona era infinitamente melhor do que Pele. Ainda continuo achando. Maradona! Maradona! Dios! Dios!
Dormimos e acordamos umas 10 da noite. Fomos a um restaurante mexicano aqui perto. Baratinho tambem. Mas bem bom, ou "rico", como chamam em espanhol. Voltamos perto de 1 da Manha... alias... Em mendoza voce tambem pode andar nas ruas de madrugada. Tranquilo. Na volta, me dei conta que eu tinha 19 anos, há meia hora ja. Parabens pra mim... parabens pra mim.... heheh Os austriacos fizeram questao de comprar uma garrafa de Quilmes num posto de gasolina pra fazer um brinde. Entao ta!
Bom... acordei no dia seguinte, os austriacos estavam saindo, indo pra Santiago. Radek e eu nos despedimos e 10 minutos depois chegou um israelense no quarto. E em seguida um argentino de buenos aires. Levantei e tomei café.
Minha programacao nesse dia (meu aniversario por acaso!), foi so mesmo. A tarde toda caminhei por mendoza, conhecendo as 5 pracas, o parque, 3 museus chatos pra caramba.... Mas a cidade eh realmente muito legal. Gostei.
Voltei no comeco da noite e peguei um onibus para a zona rural da cidade, para o hotel Finca Adalgiza, onde havia com Renato Lima e Michelle, sua namorada, pra tomar um vinhozinho com queijos. Eles tinham chegado duas horas antes. Seria a comemoracao do meu aniversario, e da chegada dos dois a Mendoza, claro. Foi excelente comemorar meu aniversario falando portugues.... ha duas semanas que eu nao fazia isso.. hehehe ainda mais em boa companhia! Depois de passar boas e agradaveis horas regado a boa conversa, vinhos, queijinhos e outros frios, me despedi e peguei um taxi de volta. Dormi.
Acordei hoje, retirei as coisas do quarto, e me retirei do hotel. Radek foi para a rodoviaria de manha cedo. O israelense nao faco ideia onde esteja. O argentino encontrei na hora do almoco, numa pizzaria. Mas eu ja tinha almocado, entao fiquei so tomando coca cola mesmo. Andei mais por Mendoza hoje cedo.... e ca estou. As 20h pego meu onibus para Bariloche. Serao 18 horas de viagem..... mas tudo ok! A paisagem ajuda. SEMPRE.
Abracos!
Emiliano
Mais um bom periodo sem escrever um post longo... Tao grande que eu nao tenho como me lembrar dos primeiros dias em detalhes.
Bom, passei praticamente uma semana em Santiago, até o dia 1. Nesse tempo, fui ate Valparaiso e Vina del Mar, que, sinceramente, nao achei grande coisa. Lugar bonito... Ver o pacifico foi legal... mas nada de extraordinario nao. Com excecao dos mariscos que comi, bons demais.
Nessa semana em Santiago, andei pra cima e pra baixo em tudo quanto é canto da cidade. Dos pontos turisticos mais famosos e tradicionais como o Cerro San Cristobal ou o Santa Lucia, a um bar-sinuca muito "underground", alternativo.
Um dos pontos altos foi a turma do albergue. Alem do americano e do italiano que ja mencionei no post anterior, durante a semana chegou um polones chamado Jacek, que ja visitou 44 paises. Tinha muita coisa pra contar.
Enfim... depois conto Santiago em mais detalhes.. foi show de bola.
Sai de la no dia 1 de maio em direcao a mendoza. Tava CHEIO de protestos na rua.... movimentos operarios, sindicais... tive uma grande aventura indo pra rodoviaria.... essa eu conto no final da viagem.
Bom, a viagem para Mendoza, do lado argentino, durou 7 horas. Havia um bocado de neve na estrada, ja que ela corta o Aconcagua, montanha mais alta do mundo fora da Asia. Chato eh que a diaba da Alfandega fica la em cima, entao voce tem que descer do quentinho do onibus pra ir pro gelo que fica do lado de fora, e passar bons 50 minutos numa fila, paradao. E ainda tem que aturar bestas que ficam furando fila pra poder voltar pro quentinho mais rapido.
Cheguei em Mendoza por volta das 9 da noite, aqui eh uma hora a mais que no Chile. Mesmo horario que no Brasil. Estava com desejo de Pizza. Vontade tremenda. Que sorte... pizzaria na Rodoviaria. Cheguei la, consultei o cardapio, havia: Pizza Mussarela, 10 pesos. 10 pesos sao uns 7 reais.... Imaginei que era uma pizza individual. Que engano.... a pizza era gigante. Devia ter uns 2 palmos de raio. Passei 1 hora e meia comendo a dita cuja. A Argentina é bem barata. Nao mais do que a Bolivia... mas voce pode sobreviver BEM aqui com pouca grana.
Estou em Mendoza há 3 dias. Decidi, ao chegar aqui, que iria gastar um pouco do que eu economizei nesse mes de viagem. Tava ha quase 1 mes comendo mal.... Na bolivia porque come-se mal de todo jeito, no Peru porque eu tava adoentado, e no Chile porque era caro mesmo.
Fiquei em um albergue tipo dormitorio, com mais 5 pessoas no quarto. Quer dizer, quando eu cheguei so haviam 3. Um tcheco, Radek, e dois austriacos, Chris e Martin.
Dia seguinte, meu primeiro solzinho em Mendoza. Temperatura agradavel essa epoca do ano. Parece que no verao eh bem quente ate. Apos o cafe, os 3 europeus e eu fomos ate o quiosque de informacoes turisticas, perguntar sobre a melhor forma de visitarmos as vinicolas, bodegas... enfim.
O tal do Radek é uma verdadeira figura. No caminho para o balcao de informacoes, havia uma garota da Sprite num quiosque de uma promocao. A garota era realmente linda. O Radek faz questao de parar, passa 15 minutos perguntando sobre a promocao da Sprite, preenche uns 5 papeis diferentes da promocao, pede pra tirar uma foto com a garota (argentina), e consegue o telefone dela.
Fomos ate o balcao, e descobrimos as linhas de onibus que tinhamos que pegar. O tour por uma agencia custava 80 pesos. Pagamos 1,40. E 1,40 pra voltar.
Subimos no tal onibus e fomos em direcao a Maipu, uma regiao de vinicolas. Saltamos na zona rural, perto dos vinhos, e fomos atras de bicicletas pra alugar. 20 pesos? Nao negocia? Muito caro. Fomos a pe mesmo. Apos visitar 3 vinicolas, com pequena degustacao, ja era cerca de 13h da tarde. estavamos com fome e comecamos a procurar uma bodega familiar, ou algo parecido, que tivesse almoco. Encontramos EXATAMENTE o que procuravamos. Parecia uma casa o lugar, exceto, naturalmente, pelas mesinhas que estavam distribuidas em todos os comodos. Achamos que talvez fosse um lugar muito caro.... Perguntamos ao dono da casa, que ficava no primeiro comodo recebendo os clientes. Que eram escassos, na verdade. 20 pesos. Certo... 20 pesos pra que? Parrilada (carnes argentinas, tipo churrasco), vinho, salada e empanadas. Tudo livre. Como assim, livre? Sim.... podiamos comer e beber quanto quisessemos. Por 20 pesos. 14 reais.
Bom... saimos do "almoco" as 5 horas da tarde, pegamos o onibus e voltamos pra Mendoza. Quando saltamos, ainda tinhamos que andar umas 10 quadras, ate o hotel. Depois de o Radek parar umas 10 vezes pra cumprimentar e conversar cada argentina espetacular que passava, chegamos. Alias, na argentina voce encontra a cada 25 metros a mulher da sua vida. Preciso me mudar pra ca. Uma delas me convenceu em 30 segundos que Maradona era infinitamente melhor do que Pele. Ainda continuo achando. Maradona! Maradona! Dios! Dios!
Dormimos e acordamos umas 10 da noite. Fomos a um restaurante mexicano aqui perto. Baratinho tambem. Mas bem bom, ou "rico", como chamam em espanhol. Voltamos perto de 1 da Manha... alias... Em mendoza voce tambem pode andar nas ruas de madrugada. Tranquilo. Na volta, me dei conta que eu tinha 19 anos, há meia hora ja. Parabens pra mim... parabens pra mim.... heheh Os austriacos fizeram questao de comprar uma garrafa de Quilmes num posto de gasolina pra fazer um brinde. Entao ta!
Bom... acordei no dia seguinte, os austriacos estavam saindo, indo pra Santiago. Radek e eu nos despedimos e 10 minutos depois chegou um israelense no quarto. E em seguida um argentino de buenos aires. Levantei e tomei café.
Minha programacao nesse dia (meu aniversario por acaso!), foi so mesmo. A tarde toda caminhei por mendoza, conhecendo as 5 pracas, o parque, 3 museus chatos pra caramba.... Mas a cidade eh realmente muito legal. Gostei.
Voltei no comeco da noite e peguei um onibus para a zona rural da cidade, para o hotel Finca Adalgiza, onde havia com Renato Lima e Michelle, sua namorada, pra tomar um vinhozinho com queijos. Eles tinham chegado duas horas antes. Seria a comemoracao do meu aniversario, e da chegada dos dois a Mendoza, claro. Foi excelente comemorar meu aniversario falando portugues.... ha duas semanas que eu nao fazia isso.. hehehe ainda mais em boa companhia! Depois de passar boas e agradaveis horas regado a boa conversa, vinhos, queijinhos e outros frios, me despedi e peguei um taxi de volta. Dormi.
Acordei hoje, retirei as coisas do quarto, e me retirei do hotel. Radek foi para a rodoviaria de manha cedo. O israelense nao faco ideia onde esteja. O argentino encontrei na hora do almoco, numa pizzaria. Mas eu ja tinha almocado, entao fiquei so tomando coca cola mesmo. Andei mais por Mendoza hoje cedo.... e ca estou. As 20h pego meu onibus para Bariloche. Serao 18 horas de viagem..... mas tudo ok! A paisagem ajuda. SEMPRE.
Abracos!
Emiliano
jueves, 26 de abril de 2007
Agora contando: Cuzco - Arequipa - Chivay - Canyon del Colca - retorno a Arequipa - Tacna - Arica - Santiago
Ola gente!
Tempao sem fazer um post longo, contando coisas. Tempo corrido... hehe! Muita coisa pra ver. Mas vamos la.... Coisa pra caramba...!
Okay. Fui pra rodoviaria em Cuzco, e sai de la as 19:30. Nao foi uma viagem das melhores, nem das piores. Deu pra dormir. Cheguei em Arequipa de manhazinha cedo. Consultei o guia e fui ao hotel Baviera. Chegando la, achei um tanto caro... mas eu tava exausto e de manhazinha cedo no Peru eh tudo escuro. Entao, decidi que ia ficar esse dia por la mesmo.
Dormi mais umas poucas horas, e levantei por volta das 9 da manha pra conhecer a cidade. O hotel ficava pertinho da Plaza de Armas. Alias, toda cidade tem uma plaza de armas, que normalmente é a praca central.
Especificamente a Plaza de Armas arequipenha era muito bonita. Cheia de palmeiras e uma belissima catedral, cuja entrada estava, infelizmente, fechada. Apos almocar em um PF (prato feito) peruano, comecei a procurar pelo meu passeio pro Canyon del Colca, que so é feito com agencias mesmo. Nao tem o que fazer. Visitei 14 agencias procurando o melhor preco. Preco de tabela melhor que consegui foi 20 dolares. Negociei pra 15. Sairia na manha do dia seguinte, e voltaria no outro dia. Transporte, guia, hotel e cafe da manha incluidos. Dois almocos e um jantar por fora, mais a entrada para o povoado de Chivay. Calculei que iria sair tudo por uns 30 dolares. Saiu um pouco menos, na verdade.
Passei o restante da tarde caminhando por arequipa. É uma cidade grande, com seu um milhao de habitantes. Mas tem uma regiao de construcoes espanholas bem interessante. Tirei algumas boas fotos. Em certas regioes nao senti muita seguranca. Ao contrario da Bolivia, o Peru nao tem muitos policiais. Portanto, antes de escurecer ja estava no hotel, com um pacotinho de comida pra comer de noite. Cansado de comida peruana e boliviana, comprei um hamburguer! Johnny Coyote o nome da lanchonete... barato e bom. Bom mesmo.
Hotel caro, mas tinha televisao. Foi util nesse dia... Nao achei legal sair de noite em Arequipa... entao fiquei vendo tv. Assisti Colateral, com Jamie Foxx e Tom Cruise. Dublado em espanhol... mas fazer o que... bom filme, de todo modo. E vi um restinho de um jogo de Roger Federer.
Nao dormi bem, fiquei preocupado com a hora de acordar, as 7 da manha. Nao estou com despertador. Embora eu tenha pedido pra o pessoal da recepcao me acordar, despertei de sopetao varias vezes de noite, achando que ja tava na hora.
As seis e meia da manha acordei de vez... e comecei a me arrumar. As 7 da manha o cara do hotel bateu na porta, bem pontual. Aproveitei o tempinho que eu tinha, ate as 8 horas da manha, quando o carro passava, pra tomar um cafe da manha na bodega ao lado do hotel. Sanduiche de presunto.
Voltei para o hotel e fiquei aguardando a van, que chegou ja cheia de gente. Eu era o ultimo a ser "catado".
O grupo era o seguinte: Um casal jovem suico, outro casal jovem belga, um casal de professores universitarios colombianos, a sra era professora de matematica e o sr de engenharia, uma mae com a filha, ambas de arequipa, tres mochileiros canadenses e duas mochileiras americanas. Infelizmente, as duas ultimas eram "esteticamente desfavorecidas". Mas eram gente boa, bom papo. Os tres mochileiros canadenses eram legais tambem, mas meio fechados. Nao falavam muito. Durante a viagem fiquei mais de papo com os casal belga, o casal suico e as duas americanas. Conversei um bocado com o casal colombiano tambem.
Comecamos a viagem e o guia nos apresentou os vulcoes que ficam ao redor de Arequipa. O Misti, e mais dois que esqueci o nome. O Misti era o maior. Os arequipenhos vivem tendo terremotos na cidade.. o ultimo forte foi em 2001, que fez um senhor estrago na cidade. Na verdade, eles tem terremotos bem perceptiveis toda semana. Os edificios da cidade tem avisos de "Zona segura de sismos". Claro, nao eh nada segura. Se vier um forte mesmo, ferra tudo. Como em 2001.
Seguimos pela estrada, sempre subindo, e entramos no Parque Nacional das Aguas Brancas. Paramos na estrada para avistar as Vicunhas. Um animal parecido com uma gazela, que esteve proximo da extincao, mas agora esta se recuperando. Durante toda a estrada, seguimos avistando vicunhas, lhamas e alpacas. Alpacas sao como lhamas. Parecidas.
Em certo ponto da estrada, a van parou para tomarmos Cha de Coca, porque iriamos subir muito ainda, e poderiamos sentir Sorojchi, o mal de altitude. Tomamos e continuamos a subir. Ate os 5000 metros de altura. Segundo me disse o guia, nos meses de junho a setembro, essa estrada eh dificil de transitar, porque fica cheio de neve.
Continuamos ate o povoado de Chivay, onde chegamos por volta de meio dia e meio. E fomos almocar. Nao gostei muito do lugar do almoco. Muito turistico. Avisei ao guia que nao gostaria de comer ali, pedi o endereco do hotel, e sai caminhando pelo povoado, que é muito pequeno. Tem uns 3000 habitantes. Os belgas tambem nao foram com a cara do lugar e resolveram ir comigo.
Chegamos a um restaurantezinho simpatico, com uma Sra gente boa. So tinha peruanos no restaurante. Comemos truchas. Barato e bom.
Nao tinhamos programas do passeio a tarde, entao eu resolvi dar uma boa volta no povoado pra conhecer. Bem tipico o povoado.
No final da tarde a van passou no hotel pra me pegar. Eu tava so no hotel... alias.. todo mundo ficou em hoteis diferentes um do outro. Fomos a um lugar de aguas termais, direto dos vulcoes. Irado! Quente pra caramba!!!
De noite a van nos levou a um restaurante, para jantar. De novo, nao fui com a cara do lugar. Era muito artificial, coisa de turista mesmo. Mais ou menos como se colocassem um grupo de maracatu pra dancar no meio de um restaurente no Recife. Po... nao tem maracatu nos restaurantes em que os recifenses costumam comer. É artificial.
E, de novo, eu sai do restaurante, e fui com os belgas e as duas americanas pra outro canto. Chegamos em outro restaurante, turistico tambem, mas falido. heheheh Nao tinha quase ninguem, exceto um grupo de peruanos musicos, e um grupo de peruanos, do povoado mesmo, que estava jantando. Adoramos o lugar.
O grupo de musicos, entre a sopa e o prato principal, puxou a gente pra dancar. Claro, eu achei que tava dancando, na verdade. Mas aposto que ninguem concordou comigo... sou pessimo de danca. mas eu tentei! Eu e as duas americanas passamos um tempao tentando pular igual aos peruanos, mas nao deu muito certo. hehe Lembrei da cena do Principe Charles tentando sambar no rio de janeiro.... nao sei se chegou a ser tao ridiculo, mas foi, sem duvida, engracado. Ha registros! O casal suico chegou no restaurante depois e fez questao de arrancar a minha camera da minha mao pra tirar fotos minhas. Ah mas eu descontei... os peruanos puxaram o casal suico pra dancar tambem, e eu puxei a camera deles pra tirar fotos. hehee
Chegamos tarde pra caramba no hotel. Bem recheados de Pisco, uma bebida peruana. Pior que sabiamos que dia seguinte iamos acordar muito cedo, as 5 da manha. Para chegar a tempo de ver condores, no Canyon.
Dormi feito pedra mesmo. Acordei com as batidas na porta as 5 da matina. Com muito custo, levantei da cama vinte minutos depois. Tomei uma ducha e desci pra tomar cafe da manha. Desayuno, como eles chamam. Tava tudo escuro.... so amanhece la pras seis e meia da manha. Paozinho com manteiga e marmelada, e algo que eles INSISTEM em chamar de cafe. Ja tentei explicar pra muita gente: ISSO nao é cafe. Isso é agua escurinha. Pra voces terem uma ideia, se voce encher uma caneca com esse liquido que eles chamam de cafe, voce consegue facilmente ver o fundo da caneca.
A van chegou pontualmente as 6 da manha. Entrei, passamos no hotel dos colombianos, e seguimos viagem. Paramos algumas vezes na beira do canyon pra admirar a vista. Deslumbrante. FANTASTICA! O canyon chega a ter 3 quilometros e meio de paredao em alguns pontos. É lindo. Passamos por uma cachoeira congelada. A agua parada na parede.... muito interessante.
Umas 8 da manha chegamos no ponto dos condores. Passamos uns 20 minutos sem ver nada... ja estava decepcionado quando finalmente apareceu um, e em seguida, um bando inteiro. Uns dez ou doze condores... imensos. Os passaros chegam a ter 3 metros de uma ponta da asa a outra, de envergadura. O voo deles é hipnotizante... tirei fotos e gravei alguns videos com a camera. Em um dos videos, um condor passa MUITO perto de nossas cabecas, e vergonhosamente cai no chao de susto. Ficou gravado. Voces vao rir quando eu mostrar o video.... ta ridiculo. Eu deixo. heheehh Pelo menos nao fui o unico a conhecer o chao peruano. Um grupo de dois turistas israelenses e um holandes me acompanhou. .. hehe
Voltamos para o hotel em Chivay, o povoado, pegamos nossas coisas e fomos um restaurante, comer antes de ir embora. Adivinhem o que eu achei do restaurante. Nao gostei. Acho que sou meio avesso a essas coisas que as agencias me sugerem... Sempre acho caro e artificial. Novamente sai e fui atras de outro canto pra comer. Dessa vez o casal belga saiu tambem, mas nao foi comigo. Resolveram ir pra outro lugar. Comi carne de alpaca. E voltei pra o lugar da van, que saiu a uma e meia da tarde. As 4 e meia da tarde eu tava em Arequipa. Gordo e coutinho escreveram um email pra mim dizendo aonde estavam em Arequipa. Um hotel chamado Home Sweet Home. Antes disso, ao passar no Hotel Baviera pra pegar minha mochila, que havia deixado la "em deposito", encontrei o Marcelo, de Cabo Frio. Ele foi caminhando comigo ate o hotel do pessoal, e no caminho, comemos um sanduichao do Johnny Coyote, que o Marcelo ja havia conhecido. E adorado tambem.
Chegamos no hotel e fomos comprar as passagens para Tacna, na fronteira do Peru com o Chile. Nos despedimos do Marcelo. Gente boa mesmo.
Pra variar, Gordo e Couto queriam ir num onibus chique. "Imperial". Nao lembro qual foi a razao que fez mudarem de ideia... mas acabaram indo comigo no onibus normal. Que so sairia as 10 da noite. Voltamos para o hotel deles. Achei um tantao luxuoso o hotel deles, mas parece que eles tinham acertado um bom preco. ficamos fazendo hora e fomos para a rodoviaria, as 9 e poca (desculpem estar escrevendo poco e poca sem U.... costume de espanhol. Poderia ate escrever esse ultimo "poca" corretamente, ja que eu me lembrei... mas nao adianta... o proximo vou escrever errado de novo. ).
Gordo e coutinho tiveram uma historia interessante em Arequipa. Ok ok... a historia eh irada! Estavam almocando em um restaurante chique (pra variar... pagando 4 vezes o que eu paguei pra almocar), e gordo olha, ao longe, na rua, um sujeito todo ensanguentado correndo atras de um gordinho. Eles comecam a se aproximar da mesa... gordo se levanta.... Coutinho estava de costas para a correria... Mas ao ver gordo correndo pra longe, Coutinho da um pulo da mesa, para o chao... um segundo depois o ensanguentado pega o Gordinho e empurra pra dentro do restaurante. O gordinho (que nao eh O Gordo) voa em cima da mesa de Gordo e Couto, e leva toda comida pro chao. Sensacional. Cena de filme. Acho que eu teria pago o preco do almoco so pra assistir isso. ehheeh Historia pra contar, gente!
Bom, entramos no onibus pra Tacna. Levou 6 horas a viagem... mas o onibus atrasou um bocadinho pra sair. Chegamos umas 4 e pouca da manha em Tacna. Descobrimos que o melhor transporte pra atrevessar a fronteira eram taxis coletivos. Acertamos o preco com um deles, e fomos. Com mais dois peruanos no banco da frente (era um Opala, do tipo que comporta o motorista e mais dois na frente). Percebemos que os carros em Tacna nao eram Japoneses, como em todo Peru e Bolivia. Presumimos que eram, entao carros comprados no chile. Mas MUITO velhos. Depois de andar algum tempo no taxi, passamos um TEMPAO parados numa fila, na fronteira. Revistaram nossas mochilas (tive o cuidado de limpa-las antes, e de jogar as folhas de coca fora. Sao proibidas no chile) e seguimos viajam um bom tempo depois. O taxi nos deixou na Rodoviaria. Somente passar a fronteira foi o suficiente pra vermos o choque. Arica, a cidade chilena do outro lado da fronteira, era bem mais rica do que qualquer coisa no Peru. Talvez exceto Cuzco, recheada de dolares. E os carros, como imaginavamos, nao eram japoneses. Eram americanos, novos. Carros com menos de 8 anos no peru e bolivia costumam ser tao raros quanto alguem que fale Javanês no Brasil (que realmente fale.... alias... essa lingua existe mesmo?).
Vimos as passagens para Santiago.... um bocadao caras. Estava com uma vontade tremenda de ir para a estrada pegar carona. O Guia fala que no Chile nao tem bronca. Os motoristas costumam ser camaradas com quem "hace dedo" (pedir carona). Mas achei que estavamos muito proximos do Peru ainda.... Poderia pegar um motorista peruano. E o guia nao menciona nada sobre motoristas peruanos camaradas. heheh De modo que resolvi pagar a passagem mesmo. Coutinho e Gordo queriam pagar o DOBRO (perto de 100 dolares) para ir no onibus com cama. Nao o fizeram porque o onibus cama so sairia as 6 da noite. E o normal sairia as 11 da manha. De modo que foram comigo no normal.
Normal esse que era extremamente confortavel. Queria um opcao com menos conforto e mais barata, mas nao tinha. A viagem durou 28 horas seguidas. Chegamos as 3 e poca da tarde do dia seguinte, em Santiago.
Ao chegar em Santiago, nao conseguimos chegar muito bem a um consenso de qual hotel iriamos. Gordo queria ir prum lugar chamado Hotel Paris... Coutinho se esforcava para chegar a um consenso.... e eu queria ir a um albergue. Descobri que eu sou chato pra viajar acompanhado. Faco tudo do meu jeito.. nao cedo em nada... Sou ruim de consensos. De modo que acabamos indo eu prum lado e Gordo e Coutinho para outro. Eles foram para um hotel chamado Hotel Parlamento, e eu fui para o Residencial Santiago Adventure.
Adorei meu albergue! É como uma casa de familia, uma pensao. Com cozinha liberada! Isso esta me fazendo economizar um bocado. Vou ao supermercado que tem junto do residencial sempre, para comprar comida e cozinhar de noite. Tem gente do mundo todo no albergue. Estou andando muito com um italiano de Roma e um americano do Alaska. O americano esta em Santiago há 10 dias. morou 2 anos na espanha. Esta seguindo a namorada por meio mundo, porque ela trabalha em uma ONG, como voluntaria, e a ONG transfere ela de um pais para outro, de tempos em tempos.
Anteontem a noite, meu primeiro dia em Santiago, fomos (o americano, o italiano e eu) a um bar tipicamente ingles perto do Residencial. Tijolo aparente, futebol na tv ao fundo e canecas de chopp imensas. Voltamos para o hotel as duas da manha, uns quilos de cerveja mais pesados. Detalhe: Em Santiago, ao menos nessa regiao, é bem tranquilo caminhar na rua de noite, mesmo de madrugada. Ninguem tem muita bronca com isso.
Santiago é um lugar caro. BEM caro mesmo. Mas o Chopp nao é tanto.... um dólar (500 pesos chilenos) é uma caneca, com 750 ml. É até barato. Passamos quase 6 horas no bar... tomando Chopp e comendo Completos (cachorro quente, com varios molhos.... nao sei o que sao. Mas eh bom pra caramba.)
Ontem acordei quase meio dia. Sai para conhecer o Parque Metropolitano, depois de usar a internet rapidamente. O Parque é ENORME. Gigante. Tem muita coisa pra ver. Tirei fotos!
Depois do parque passei numa feira de livros. Comprei um pequeno livro de receitas, com vinte e poucas paginas, para me ajudar na cozinha do albergue. Fui a um supermercado comprar ingredientes... Nao usei na mesma noite ainda.... vou fazer um spaghetti somente hoje a noite. Uma receita que parece interessante. Depois conto. Ontem acabei filando um arroz com peixe que um grupo de americanos e uma francesa estava fazendo na cozinha. Paguei 750 pesos. De graca, por um jantar. Alias, era um grupo muito divertido. Ficamos ate umas 10 da noite jogando conversa fora. E eles foram dormir. Ja estava indo dormir tambem quando o italiano chegou, e meia hora depois o americano. O italiano vinha com um xadrez debaixo do braco e me chamou pra uma partidinha. Bom.... deu que acabamos comprando umas cervejinhas, e ficamos na sala de estar do albergue, com uma boa lareira, jogando xadrez ate uma da manha. O americano veio jogar tambem. O americano era ruim pra caramba. Nao ganhou uma. O italiano jogava bem. Bem mesmo. Estudava. Jogamos 11 partidas. Ele ganhou 6, empatamos uma, e eu ganhei 4. Nao foi tao mal. Pedi revanche para outro dia. Ah sim, o americano é Alec, de 23 anos, e o italiano é Vicenzo (nao sei como se escreve), de 19 anos. O americano fala ingles e espanhol e o italiano fala ingles e italiano. De modo que a conversa é toda hora em ingles. Tem sido otimo para eu praticar. O americano da aulas de ingles em Santiago, conseguiu o emprego no comeco da semana.
Bom, acordei as 8 da manha hoje, e passei um tempao conversando com a francesa, no cafe da manha. (100% ela. Bonita mesmo. Mas um tanto fechada... nao fala muito). Sai e vim para internet, onde ja estou a um tempao escrevendo isso aqui. Vou para o Palacio de la Moneda agora... E estou combinando com Gordo e Coutinho para jantarmos hoje de noite... Eles vao embora amanha, para o Brasil. Eu tinha planejado ir num jogo do Colo Colo hoje... mas parece que vai ter fim de semana tambem. Nao tem bronca.
Amanha vou a Valparaiso e Vina del Mar. E de noite vou ao bairro Bellavista, cheio de bares e casas noturnas, com o Alec e Vicenzo. Alec vai escondido da namorada.. ciumenta pra caramba. Anna o nome dela. Eu a vi no albergue.... eh bonita. Bem bonita, na verdade.
Alias, as mulheres de Santiago sao bem interessantes. Ao contrario do Peru e da Bolivia, que a grande maioria eh terrivel, de assustar. Diferencas culturais... ehhehe Eu particularmente nao gosto do traco indigena mesmo.
Bom.... a viagem esta realmente ESPETACULAR. Sensacional. Absurdamente divertida. Sempalavrasmente legal pra caramba.
Ao Palacio de La Moneda entonces!
Tempao sem fazer um post longo, contando coisas. Tempo corrido... hehe! Muita coisa pra ver. Mas vamos la.... Coisa pra caramba...!
Okay. Fui pra rodoviaria em Cuzco, e sai de la as 19:30. Nao foi uma viagem das melhores, nem das piores. Deu pra dormir. Cheguei em Arequipa de manhazinha cedo. Consultei o guia e fui ao hotel Baviera. Chegando la, achei um tanto caro... mas eu tava exausto e de manhazinha cedo no Peru eh tudo escuro. Entao, decidi que ia ficar esse dia por la mesmo.
Dormi mais umas poucas horas, e levantei por volta das 9 da manha pra conhecer a cidade. O hotel ficava pertinho da Plaza de Armas. Alias, toda cidade tem uma plaza de armas, que normalmente é a praca central.
Especificamente a Plaza de Armas arequipenha era muito bonita. Cheia de palmeiras e uma belissima catedral, cuja entrada estava, infelizmente, fechada. Apos almocar em um PF (prato feito) peruano, comecei a procurar pelo meu passeio pro Canyon del Colca, que so é feito com agencias mesmo. Nao tem o que fazer. Visitei 14 agencias procurando o melhor preco. Preco de tabela melhor que consegui foi 20 dolares. Negociei pra 15. Sairia na manha do dia seguinte, e voltaria no outro dia. Transporte, guia, hotel e cafe da manha incluidos. Dois almocos e um jantar por fora, mais a entrada para o povoado de Chivay. Calculei que iria sair tudo por uns 30 dolares. Saiu um pouco menos, na verdade.
Passei o restante da tarde caminhando por arequipa. É uma cidade grande, com seu um milhao de habitantes. Mas tem uma regiao de construcoes espanholas bem interessante. Tirei algumas boas fotos. Em certas regioes nao senti muita seguranca. Ao contrario da Bolivia, o Peru nao tem muitos policiais. Portanto, antes de escurecer ja estava no hotel, com um pacotinho de comida pra comer de noite. Cansado de comida peruana e boliviana, comprei um hamburguer! Johnny Coyote o nome da lanchonete... barato e bom. Bom mesmo.
Hotel caro, mas tinha televisao. Foi util nesse dia... Nao achei legal sair de noite em Arequipa... entao fiquei vendo tv. Assisti Colateral, com Jamie Foxx e Tom Cruise. Dublado em espanhol... mas fazer o que... bom filme, de todo modo. E vi um restinho de um jogo de Roger Federer.
Nao dormi bem, fiquei preocupado com a hora de acordar, as 7 da manha. Nao estou com despertador. Embora eu tenha pedido pra o pessoal da recepcao me acordar, despertei de sopetao varias vezes de noite, achando que ja tava na hora.
As seis e meia da manha acordei de vez... e comecei a me arrumar. As 7 da manha o cara do hotel bateu na porta, bem pontual. Aproveitei o tempinho que eu tinha, ate as 8 horas da manha, quando o carro passava, pra tomar um cafe da manha na bodega ao lado do hotel. Sanduiche de presunto.
Voltei para o hotel e fiquei aguardando a van, que chegou ja cheia de gente. Eu era o ultimo a ser "catado".
O grupo era o seguinte: Um casal jovem suico, outro casal jovem belga, um casal de professores universitarios colombianos, a sra era professora de matematica e o sr de engenharia, uma mae com a filha, ambas de arequipa, tres mochileiros canadenses e duas mochileiras americanas. Infelizmente, as duas ultimas eram "esteticamente desfavorecidas". Mas eram gente boa, bom papo. Os tres mochileiros canadenses eram legais tambem, mas meio fechados. Nao falavam muito. Durante a viagem fiquei mais de papo com os casal belga, o casal suico e as duas americanas. Conversei um bocado com o casal colombiano tambem.
Comecamos a viagem e o guia nos apresentou os vulcoes que ficam ao redor de Arequipa. O Misti, e mais dois que esqueci o nome. O Misti era o maior. Os arequipenhos vivem tendo terremotos na cidade.. o ultimo forte foi em 2001, que fez um senhor estrago na cidade. Na verdade, eles tem terremotos bem perceptiveis toda semana. Os edificios da cidade tem avisos de "Zona segura de sismos". Claro, nao eh nada segura. Se vier um forte mesmo, ferra tudo. Como em 2001.
Seguimos pela estrada, sempre subindo, e entramos no Parque Nacional das Aguas Brancas. Paramos na estrada para avistar as Vicunhas. Um animal parecido com uma gazela, que esteve proximo da extincao, mas agora esta se recuperando. Durante toda a estrada, seguimos avistando vicunhas, lhamas e alpacas. Alpacas sao como lhamas. Parecidas.
Em certo ponto da estrada, a van parou para tomarmos Cha de Coca, porque iriamos subir muito ainda, e poderiamos sentir Sorojchi, o mal de altitude. Tomamos e continuamos a subir. Ate os 5000 metros de altura. Segundo me disse o guia, nos meses de junho a setembro, essa estrada eh dificil de transitar, porque fica cheio de neve.
Continuamos ate o povoado de Chivay, onde chegamos por volta de meio dia e meio. E fomos almocar. Nao gostei muito do lugar do almoco. Muito turistico. Avisei ao guia que nao gostaria de comer ali, pedi o endereco do hotel, e sai caminhando pelo povoado, que é muito pequeno. Tem uns 3000 habitantes. Os belgas tambem nao foram com a cara do lugar e resolveram ir comigo.
Chegamos a um restaurantezinho simpatico, com uma Sra gente boa. So tinha peruanos no restaurante. Comemos truchas. Barato e bom.
Nao tinhamos programas do passeio a tarde, entao eu resolvi dar uma boa volta no povoado pra conhecer. Bem tipico o povoado.
No final da tarde a van passou no hotel pra me pegar. Eu tava so no hotel... alias.. todo mundo ficou em hoteis diferentes um do outro. Fomos a um lugar de aguas termais, direto dos vulcoes. Irado! Quente pra caramba!!!
De noite a van nos levou a um restaurante, para jantar. De novo, nao fui com a cara do lugar. Era muito artificial, coisa de turista mesmo. Mais ou menos como se colocassem um grupo de maracatu pra dancar no meio de um restaurente no Recife. Po... nao tem maracatu nos restaurantes em que os recifenses costumam comer. É artificial.
E, de novo, eu sai do restaurante, e fui com os belgas e as duas americanas pra outro canto. Chegamos em outro restaurante, turistico tambem, mas falido. heheheh Nao tinha quase ninguem, exceto um grupo de peruanos musicos, e um grupo de peruanos, do povoado mesmo, que estava jantando. Adoramos o lugar.
O grupo de musicos, entre a sopa e o prato principal, puxou a gente pra dancar. Claro, eu achei que tava dancando, na verdade. Mas aposto que ninguem concordou comigo... sou pessimo de danca. mas eu tentei! Eu e as duas americanas passamos um tempao tentando pular igual aos peruanos, mas nao deu muito certo. hehe Lembrei da cena do Principe Charles tentando sambar no rio de janeiro.... nao sei se chegou a ser tao ridiculo, mas foi, sem duvida, engracado. Ha registros! O casal suico chegou no restaurante depois e fez questao de arrancar a minha camera da minha mao pra tirar fotos minhas. Ah mas eu descontei... os peruanos puxaram o casal suico pra dancar tambem, e eu puxei a camera deles pra tirar fotos. hehee
Chegamos tarde pra caramba no hotel. Bem recheados de Pisco, uma bebida peruana. Pior que sabiamos que dia seguinte iamos acordar muito cedo, as 5 da manha. Para chegar a tempo de ver condores, no Canyon.
Dormi feito pedra mesmo. Acordei com as batidas na porta as 5 da matina. Com muito custo, levantei da cama vinte minutos depois. Tomei uma ducha e desci pra tomar cafe da manha. Desayuno, como eles chamam. Tava tudo escuro.... so amanhece la pras seis e meia da manha. Paozinho com manteiga e marmelada, e algo que eles INSISTEM em chamar de cafe. Ja tentei explicar pra muita gente: ISSO nao é cafe. Isso é agua escurinha. Pra voces terem uma ideia, se voce encher uma caneca com esse liquido que eles chamam de cafe, voce consegue facilmente ver o fundo da caneca.
A van chegou pontualmente as 6 da manha. Entrei, passamos no hotel dos colombianos, e seguimos viagem. Paramos algumas vezes na beira do canyon pra admirar a vista. Deslumbrante. FANTASTICA! O canyon chega a ter 3 quilometros e meio de paredao em alguns pontos. É lindo. Passamos por uma cachoeira congelada. A agua parada na parede.... muito interessante.
Umas 8 da manha chegamos no ponto dos condores. Passamos uns 20 minutos sem ver nada... ja estava decepcionado quando finalmente apareceu um, e em seguida, um bando inteiro. Uns dez ou doze condores... imensos. Os passaros chegam a ter 3 metros de uma ponta da asa a outra, de envergadura. O voo deles é hipnotizante... tirei fotos e gravei alguns videos com a camera. Em um dos videos, um condor passa MUITO perto de nossas cabecas, e vergonhosamente cai no chao de susto. Ficou gravado. Voces vao rir quando eu mostrar o video.... ta ridiculo. Eu deixo. heheehh Pelo menos nao fui o unico a conhecer o chao peruano. Um grupo de dois turistas israelenses e um holandes me acompanhou. .. hehe
Voltamos para o hotel em Chivay, o povoado, pegamos nossas coisas e fomos um restaurante, comer antes de ir embora. Adivinhem o que eu achei do restaurante. Nao gostei. Acho que sou meio avesso a essas coisas que as agencias me sugerem... Sempre acho caro e artificial. Novamente sai e fui atras de outro canto pra comer. Dessa vez o casal belga saiu tambem, mas nao foi comigo. Resolveram ir pra outro lugar. Comi carne de alpaca. E voltei pra o lugar da van, que saiu a uma e meia da tarde. As 4 e meia da tarde eu tava em Arequipa. Gordo e coutinho escreveram um email pra mim dizendo aonde estavam em Arequipa. Um hotel chamado Home Sweet Home. Antes disso, ao passar no Hotel Baviera pra pegar minha mochila, que havia deixado la "em deposito", encontrei o Marcelo, de Cabo Frio. Ele foi caminhando comigo ate o hotel do pessoal, e no caminho, comemos um sanduichao do Johnny Coyote, que o Marcelo ja havia conhecido. E adorado tambem.
Chegamos no hotel e fomos comprar as passagens para Tacna, na fronteira do Peru com o Chile. Nos despedimos do Marcelo. Gente boa mesmo.
Pra variar, Gordo e Couto queriam ir num onibus chique. "Imperial". Nao lembro qual foi a razao que fez mudarem de ideia... mas acabaram indo comigo no onibus normal. Que so sairia as 10 da noite. Voltamos para o hotel deles. Achei um tantao luxuoso o hotel deles, mas parece que eles tinham acertado um bom preco. ficamos fazendo hora e fomos para a rodoviaria, as 9 e poca (desculpem estar escrevendo poco e poca sem U.... costume de espanhol. Poderia ate escrever esse ultimo "poca" corretamente, ja que eu me lembrei... mas nao adianta... o proximo vou escrever errado de novo. ).
Gordo e coutinho tiveram uma historia interessante em Arequipa. Ok ok... a historia eh irada! Estavam almocando em um restaurante chique (pra variar... pagando 4 vezes o que eu paguei pra almocar), e gordo olha, ao longe, na rua, um sujeito todo ensanguentado correndo atras de um gordinho. Eles comecam a se aproximar da mesa... gordo se levanta.... Coutinho estava de costas para a correria... Mas ao ver gordo correndo pra longe, Coutinho da um pulo da mesa, para o chao... um segundo depois o ensanguentado pega o Gordinho e empurra pra dentro do restaurante. O gordinho (que nao eh O Gordo) voa em cima da mesa de Gordo e Couto, e leva toda comida pro chao. Sensacional. Cena de filme. Acho que eu teria pago o preco do almoco so pra assistir isso. ehheeh Historia pra contar, gente!
Bom, entramos no onibus pra Tacna. Levou 6 horas a viagem... mas o onibus atrasou um bocadinho pra sair. Chegamos umas 4 e pouca da manha em Tacna. Descobrimos que o melhor transporte pra atrevessar a fronteira eram taxis coletivos. Acertamos o preco com um deles, e fomos. Com mais dois peruanos no banco da frente (era um Opala, do tipo que comporta o motorista e mais dois na frente). Percebemos que os carros em Tacna nao eram Japoneses, como em todo Peru e Bolivia. Presumimos que eram, entao carros comprados no chile. Mas MUITO velhos. Depois de andar algum tempo no taxi, passamos um TEMPAO parados numa fila, na fronteira. Revistaram nossas mochilas (tive o cuidado de limpa-las antes, e de jogar as folhas de coca fora. Sao proibidas no chile) e seguimos viajam um bom tempo depois. O taxi nos deixou na Rodoviaria. Somente passar a fronteira foi o suficiente pra vermos o choque. Arica, a cidade chilena do outro lado da fronteira, era bem mais rica do que qualquer coisa no Peru. Talvez exceto Cuzco, recheada de dolares. E os carros, como imaginavamos, nao eram japoneses. Eram americanos, novos. Carros com menos de 8 anos no peru e bolivia costumam ser tao raros quanto alguem que fale Javanês no Brasil (que realmente fale.... alias... essa lingua existe mesmo?).
Vimos as passagens para Santiago.... um bocadao caras. Estava com uma vontade tremenda de ir para a estrada pegar carona. O Guia fala que no Chile nao tem bronca. Os motoristas costumam ser camaradas com quem "hace dedo" (pedir carona). Mas achei que estavamos muito proximos do Peru ainda.... Poderia pegar um motorista peruano. E o guia nao menciona nada sobre motoristas peruanos camaradas. heheh De modo que resolvi pagar a passagem mesmo. Coutinho e Gordo queriam pagar o DOBRO (perto de 100 dolares) para ir no onibus com cama. Nao o fizeram porque o onibus cama so sairia as 6 da noite. E o normal sairia as 11 da manha. De modo que foram comigo no normal.
Normal esse que era extremamente confortavel. Queria um opcao com menos conforto e mais barata, mas nao tinha. A viagem durou 28 horas seguidas. Chegamos as 3 e poca da tarde do dia seguinte, em Santiago.
Ao chegar em Santiago, nao conseguimos chegar muito bem a um consenso de qual hotel iriamos. Gordo queria ir prum lugar chamado Hotel Paris... Coutinho se esforcava para chegar a um consenso.... e eu queria ir a um albergue. Descobri que eu sou chato pra viajar acompanhado. Faco tudo do meu jeito.. nao cedo em nada... Sou ruim de consensos. De modo que acabamos indo eu prum lado e Gordo e Coutinho para outro. Eles foram para um hotel chamado Hotel Parlamento, e eu fui para o Residencial Santiago Adventure.
Adorei meu albergue! É como uma casa de familia, uma pensao. Com cozinha liberada! Isso esta me fazendo economizar um bocado. Vou ao supermercado que tem junto do residencial sempre, para comprar comida e cozinhar de noite. Tem gente do mundo todo no albergue. Estou andando muito com um italiano de Roma e um americano do Alaska. O americano esta em Santiago há 10 dias. morou 2 anos na espanha. Esta seguindo a namorada por meio mundo, porque ela trabalha em uma ONG, como voluntaria, e a ONG transfere ela de um pais para outro, de tempos em tempos.
Anteontem a noite, meu primeiro dia em Santiago, fomos (o americano, o italiano e eu) a um bar tipicamente ingles perto do Residencial. Tijolo aparente, futebol na tv ao fundo e canecas de chopp imensas. Voltamos para o hotel as duas da manha, uns quilos de cerveja mais pesados. Detalhe: Em Santiago, ao menos nessa regiao, é bem tranquilo caminhar na rua de noite, mesmo de madrugada. Ninguem tem muita bronca com isso.
Santiago é um lugar caro. BEM caro mesmo. Mas o Chopp nao é tanto.... um dólar (500 pesos chilenos) é uma caneca, com 750 ml. É até barato. Passamos quase 6 horas no bar... tomando Chopp e comendo Completos (cachorro quente, com varios molhos.... nao sei o que sao. Mas eh bom pra caramba.)
Ontem acordei quase meio dia. Sai para conhecer o Parque Metropolitano, depois de usar a internet rapidamente. O Parque é ENORME. Gigante. Tem muita coisa pra ver. Tirei fotos!
Depois do parque passei numa feira de livros. Comprei um pequeno livro de receitas, com vinte e poucas paginas, para me ajudar na cozinha do albergue. Fui a um supermercado comprar ingredientes... Nao usei na mesma noite ainda.... vou fazer um spaghetti somente hoje a noite. Uma receita que parece interessante. Depois conto. Ontem acabei filando um arroz com peixe que um grupo de americanos e uma francesa estava fazendo na cozinha. Paguei 750 pesos. De graca, por um jantar. Alias, era um grupo muito divertido. Ficamos ate umas 10 da noite jogando conversa fora. E eles foram dormir. Ja estava indo dormir tambem quando o italiano chegou, e meia hora depois o americano. O italiano vinha com um xadrez debaixo do braco e me chamou pra uma partidinha. Bom.... deu que acabamos comprando umas cervejinhas, e ficamos na sala de estar do albergue, com uma boa lareira, jogando xadrez ate uma da manha. O americano veio jogar tambem. O americano era ruim pra caramba. Nao ganhou uma. O italiano jogava bem. Bem mesmo. Estudava. Jogamos 11 partidas. Ele ganhou 6, empatamos uma, e eu ganhei 4. Nao foi tao mal. Pedi revanche para outro dia. Ah sim, o americano é Alec, de 23 anos, e o italiano é Vicenzo (nao sei como se escreve), de 19 anos. O americano fala ingles e espanhol e o italiano fala ingles e italiano. De modo que a conversa é toda hora em ingles. Tem sido otimo para eu praticar. O americano da aulas de ingles em Santiago, conseguiu o emprego no comeco da semana.
Bom, acordei as 8 da manha hoje, e passei um tempao conversando com a francesa, no cafe da manha. (100% ela. Bonita mesmo. Mas um tanto fechada... nao fala muito). Sai e vim para internet, onde ja estou a um tempao escrevendo isso aqui. Vou para o Palacio de la Moneda agora... E estou combinando com Gordo e Coutinho para jantarmos hoje de noite... Eles vao embora amanha, para o Brasil. Eu tinha planejado ir num jogo do Colo Colo hoje... mas parece que vai ter fim de semana tambem. Nao tem bronca.
Amanha vou a Valparaiso e Vina del Mar. E de noite vou ao bairro Bellavista, cheio de bares e casas noturnas, com o Alec e Vicenzo. Alec vai escondido da namorada.. ciumenta pra caramba. Anna o nome dela. Eu a vi no albergue.... eh bonita. Bem bonita, na verdade.
Alias, as mulheres de Santiago sao bem interessantes. Ao contrario do Peru e da Bolivia, que a grande maioria eh terrivel, de assustar. Diferencas culturais... ehhehe Eu particularmente nao gosto do traco indigena mesmo.
Bom.... a viagem esta realmente ESPETACULAR. Sensacional. Absurdamente divertida. Sempalavrasmente legal pra caramba.
Ao Palacio de La Moneda entonces!
Suscribirse a:
Comentarios (Atom)
